"Você começa e..."

 Já me disseream que parece que eu começo a fazer as coisas com muita empolgação e depois paro.
Foi uma forma de incentivo, eu sei. E eu concordo que a constância e disciplina é o que realmente fazem diferença. Porém, a verdade não é essa.

Sobre ter voltado a escrever neste blog e ter parado outra vez: me ofereceram fazer um site e tal, onde as coisas seriam mais costumer friendly, então eu pensei que, se eu continuasse escrevendo aqui poderia dar mais trabalho na hora de passar os textos de um site para o outro não sei muito bem como essas coisas funcionam, sou uma negação para programação. E a pessoa teve um problema grave de saúde, então, eu fui me esquecendo de escrever aqui. Lembrei novamente essa semana.

Lógico que eu quero continuar as coisas, dar forma e estrutura, especialmente para minha carreira, mas a maioria das coisas não dependem de mim apenas, e talvez eu tenha tropeçado mais do que gostaria, em vários sentidos da vida, especialmente na transição de carreira de teacher para consultora de imagem, especialmente em ter assinado o contrato de comprado um apartamento. Só que, por mais que não pareça, tropeço, também é movimento. E para frente ainda.

É... eu li um texto agora há pouco que fala justamente isso: a gente entende tropeço como falha, estagnação, como recomeçar do zero, quando, na verdade, é apenas um movimento equivocado, que gera atenção, aprendizado, traz consciência sobre si, a vida e o outro. Além disso, é sempre para frente. Sempre. Complementando: se não for pra frente, é queda. O que, seguindo a lógica do texto que eu li, ainda pode ser considerado movimento.

A vida não nos isenta de nada, a não ser que a gente não esteja em movimento, mas aí... será que podemos chamar isso de vida? – Lembra o que acontece no eletrocardiograma, se ele estiver reto?


Então, novamente, deixei os dedos se guiarem por estas palavras que você, do outro lado, lê. Não porquê minha vida não esteja em movimento, pois ela está, mas eu senti essa vontade de escrever isso. Quem sabe você não sinta vontade de ler? Quem sabe isso não te desperta algo? Não como um tropeço, mas como um "estou aqui e você também". Estamos vivos(as), aprendendo, nos mexendo, tropeçando, tentando... vivendo.


Obrigada por ler.

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