Angra dos Reis foi há 4 anos
21 de janeiro de 2022, fecho os olhos e me transporto para esse dia lindo.
A primeira viagem "grande" sozinha e eu já tinha feito uma amiga de infância, passeado de barco, feito fotos subáquaticas, visto a lua cheia na beira da praia praticamente deserta. Isso só no primeiro dia (20/01/2022). Na sexta, passei o dia na praia com a amiga-irmã e outras pessoas que havia conhecido ali. O mar tão lindo, tão calmo, tão esverdeado... Era o paraíso que tinha sonhado por muito tempo na vida.
Os sons da natureza, o sol, a areia, o mar... Ah, como é bom se apaixonar, voltar a ter brilho nos olhos, mesmo em meio ao caos que estava a minha vida.
"Ah, mas a vida é agora, Ju!"
Sim, a vida acontece no presente. E eu estava me questionando o que mudou na minha vida nos últimos 4 anos, já que eu ainda moro na casa da minha mãe. Achei que não tivesse mudado nada, mas, conforme analisei, percebi: minha avó tinha partido, depois o meu avô, me livrei de uma cômoda feia e grande demais pra minha vida, pintei meia parede, ganhei uma mesinha num sorteio, troquei de celular, fiz mais algumas viagens para destinos que eu não imaginava, parei de dar aula, voltei a dar aula, voltei a sorrir e me encantar com a vida, aprendi muuuuuuuita coisa, investi em autoconhecimento e autodesenvolvimento, tomei decisões, conheci pessoas, comecei meu negócio, mudei a vida de algumas pessoas com o conhecimento em consultoria de imagem. Devo ter inspirado outras... Me tornei mais verdadeira, lapidei minha comunicação verbal (escrita e fala) e não verbal (minhas roupas, meus gestos), aprendi a ouvir e a me posicionar, passei a não me calar para aceitar algo que não acredito... Me tornei ainda mais questionadora, aprendi meu valor e auto respeito. Dei passos maiores que a perna, pedi desculpas, chorei, briguei, me estressei, perdoei, respirei, aprendi a buscar soluções...
Aconteceu tanta, mas tanta coisa nos últimos 4 anos que, é inegável: eu posso estar na mesma casa de antes, mas a minha vida não é a mesma. Nem tudo está resolvido, claro: eu não tenho namorado; estar com mais de 30 anos e ainda morar com os pais é, de certa forma, imaturidade e gera atritos. Tem ainda o amor e a saudade que eu sinto que não mudam, não diminuem. Já bateu medo de não conseguir fazer meus sonhos acontecerem (naquela época ainda, minha consciência via problema ou recusa de clientes como o fim do mundo, rsrs... ainda bem que a gente muda).
Maass... estamos aqui. Vivendo, dia após dia, tentando outra vez e me recusando a virar piruá.
Claro que eu estou profundamente agradecida por absolutamente tudo o que aconteceu na minha vida ao longo dos anos. Hoje consigo ver que a menina das fotos subàquaticas ainda está por aqui: se empolgando primeiro, pensando em como fazer depois... hahahah
E, sinceramente, do fundo do meu coração, o que eu te desejo hoje é justamente a coragem de caminhar em direção ao que você almeja, com empolgação, com brilho, com certeza.
Se você precisar olhar o passado, que seja para ver o quanto você evoluiu e lembrar-se que a vida é agora!
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Muito obrigada! ;)