Feliz 2026
Hello, leitor(es). Tudo bem?
Quase 2 anos desde a última postagem e eu sei o que quero escrever, mas ainda não me sinto totalmente preparada para voltar aqui.
O ponto é... a vida tem as suas particularidades, que precisamos aprender a lidar.
Quando eu comecei este blog, meu objetivo era apenas compartilhar minhas nail arts. — Hoje eu vejo que foi uma forma de trazer cor para a vida, enquanto eu estava em um relacionamento abusivo e que me ajudou a fazer amigas (virtuais) e ver um pouquinho além das dores, que nem sabia que sentia.
Com o tempo, percebi que tinha muito mais a compartilhar: hobbies, tutoriais, resenhas...
Deixei em stand by, pois, por um tempo, não soube o que escrever. Voltei depois de anos, quando eu estava estudando copywriting. Fiz um post, com a minha OPINIÃO sobre o uso de pronomes neutros na língua portuguesa e dizendo que EU escolho não usar, pois eu acho ~feie (sorry, not sorry). Recebi uma chuva de comentários com preconceito linguístico, dizendo que a preconceituosa era eu. — Agora soa irônico eu ter dado ouvidos a isso, rs...
Línguas são organismos vivos. Como Linguista, eu não imponho que as pessoas usem x, y, ou z. Porém, como eu digo: "eu prefiro quem fala 'pobrema' do quem cria." E, com toda essa situação, me calei. Não para dar razão à essas pessoas, mas porquê meu emocional estava um caco para ficar me defendendo de ofensa gratuita. Já que, eu não usar "meu anje", não significa que eu desrespeito quem quer que seja, como tentaram ~argumentar aqui. — Só que ATACAR (isso sim, foi o que foi feito aqui), quem pensa diferente, especialmente dentro das nossas frustrações, é beeeeem mais fácil do que realmente ter atenção ao outro, ao que ele disse e separar opinião, fato e o emocional.
Atualmente eu entendo: o ser humano tem dores e, muitas vezes, se recusa a olhar pra elas. Por N motivos as pessoas preferem se anestesiar. Com isso, as pessoas que apontam que podemos fazer diferente, uma nova solução ou sustentam sua opinião, acabam sendo ~canceladas. Infelizmente.
Porém, eu nunca disse nada com a intenção de machucar ninguém. Eu sou comprometida com essa visão mais ampla da vida, então, eu conecto pontos históricos, eu falo com calma e continuo tendo a opinião de que se você quer usar uma língua que tenha gênero neutro, aprenda Inglês ou Alemão! rs. Ao mesmo tempo que digo com todas as letras: você tem todo o direito de usar essa porcaria feia! hahaha. — Se você é realmente um leitor e não uma criança revoltada, você vai conseguir ter dissernimento com o que está lendo.
O triste foi que, ao me calar, essas pessoas tiveram uma sensação de vitória sobre mim, sobre minha vida, sobre minha visão de mundo e da minha própria língua. — O ser humano nunca saiu do próprio bairro e acha que sabe mais da vida dos outros do que de si... Outra ironia que eu não vi na época, rs...
Mas eu tenho senso crítico, sou uma QUESTIONADORA nata, não uma "formadora de opinião". Para mim, quanto mais pessoas pensarem por si mesmas, menos depressão, ansiedade, vitimismo e tentativa de calar o que as incomoda, sem que olhem para si mesmas. Dessa forma, também temos menos pessoas gastanto o tempo na internet com vídeos de risadas forçadas ou em festas e outras coisas que não te levam a nada.
Então, decidi voltar a escrever, pois eu tenho muitas coisas a compartilhar, que podem servir às pessoas que realmente desejam mudar a própria realidade, que não aceitam qualquer coisa e que assumem a responsabilidade pela própria vida. Essa é minha medicina.
E, se você leu até aqui,
Meu muito obrigada.
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