O cuidado dos cancerianos
Hello, reader(s) – o lado bom do inglês é esse: não tem flexão de gênero e eu não preciso escrever "leitorUs" para incluir "todEs" que me leêm. Obrigada, inglês, por ser "uma língua pobre", como disse Ariano Suassuna, e não precisar passar por isso. rsrsrsrs...
Mas, não, o tópico de hoje não é as gramáticas das línguas inglesa e portuguesa. Na verdade, nos últimos dias eu fui atrás de pesquisar coisas para o workshop que vou ministrar no sábado (31), limpei meu quarto e fui à casa de uma das minhas tias. Tudo com presença e isso também é importante. Isso também foi um momento de cura.
E, refletindo sobre isso, me mandaram um vídeo sobre a "Barbie Canceriana", que sente tudo, ama muito, chora, ri, manda mensagem, mas também cuida e sabe "sumir". hahhaha... Sim, muitas coisas eu me identifiquei ali, especialmente a parte do vídeo em que a Barbie cuida de um machucado em uma unha de outra pessoa... Isso fez eu perceber uma coisa sobre mim, independente das contas dos astros: meu objetivo de vida sempre foi ouvir a dor que pede cuidado.
A dor física é mais óbvia: uma unha encravada pede um jeito de cortar diferente; um queimado, a little of ointment; um corte na pele, um curativo e um beijo por cima... who knows?
Mas e as dores emocionais? O que elas pedem de nós? A não ser aprender a sentir, acolher o que ela pede e tratar a "ferida" da alma do jeito certo? Sem autopunição. Identificação. Limpeza. Tratamento.
O processo é o mesmo. A nossa disponibilidade de fazer, é que nem sempre é.
Sim, todo ser humano carrega dores emocionais. Eu passei por algumas que fizeram as vistas escurecerem por um tempo. Naquele época, não sabia que elas pediam passagem. Hoje, acredito que consigo ajudar as pessoas a atravessarem isso, caso elas se disponham.
Falando com metáforas, Câncer é signo regido pela água. A água não tem forma, certo? Mesmo assim, ela pode ser doce, salgada, fria, congelada ou estar entupida. Com as dores emocionais que passamos (luto de entes queridos ou de animais de estimação, burnout, perda de emprego, falta de ferro no sangue, câncer, mudança de cidade, rompimento de um relacionamento, traição, fome...) consciente ou inconscientemente escolhemos como vamos nos mover (ou não). E isso pode acabar travando o nosso fluxo da vida...
Acredito que por isso voltei a escrever aqui: é minha hora de voltar a fluir. É o momento de orientar as pessoas a fluírem também. Mostrar à elas meu lado Canceriano: sua dor pede o cuidado "certo" – e por "certo" eu quero dizer não se congelar, se permitir voltar a fluir e reencontrar a "doçura" (ou pureza) que um dia existiu em si.
Então, hoje, meu convite é: se você precisar, lembre-se que você tem em mim alguém em quem confiar. <3
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