I can't swim

 É, eu não sei nadar! hahah...

E sempre que preciso ensinar aos meus alunos os usos de can / can't como habilidade, eu dou o exemplo de que, mesmo sem saber nadar, eu fiz fotos subaquáticas, quando fui para Angra dos Reis, em janeiro de 2022. E me diverti horrores em Olímpia em janeiro de 2020.

Acho que tenho um mix de fascínio e respeito pela água. Mas como uma pessoa vai a um parque aquático sem saber nadar? Fazer o que? hahahaha

Em Olímpia, por ser sábado, eu não consegui ir em alguns brinquedos mais "interessantes", fiquei mais nos toboàgua. E, para a minha surpresa, a sensação de afogamento, não aconteceu nos brinquedos que mais poderiam assustar alguém que não sabe nadar, mas, justamente, nos tobogãs. Por quê? Porque a água bateu e entrou no meu nariz. Ali eu aprendi: se eu não tampar meu nariz, eu vou morrer afogada.
E eu fui na tirolesa, fui resgatada pelo salva-vidas, andei o parque todo e fui no toboàgua gigante (sei lá quantos metros de altura). Quando cheguei na parte mais alta, dois meninos resolveram voltar, mas eu olhei e pensei "eu já estou aqui mesmo, é mais rápido descer pelo tobogã do que por esse monte de escada". – agora eu percebo que eu tive mais medo da subida das escadas, da altura em si, do que de me afogar, rsrs...

Em Angra, foi quando eu conheci minha amiga Adriana. Fomos conversando o caminho todo. – tínhamos acabado de nos conhecer... uma coisa meio irmandade de alma... – estávamos no passeio de barco, a fotógrafa veio nos ofertar o trabalho dela. A Dri virou pra mim e falou "vamo?", eu sem pestanejar respondi "vamos!". Quando chegou a nossa vez de ir tirar as fotos, eu me lembrei: eu tinha que sair do barco e entrar na água, mas não sei nadar!! hahahhahah.
Mas me recusei a não ir. Foi uma experiência incrível! Me enrolei em 2 ~macarrão (escrita levemente informal aqui, ok?), desci pra água, fizemos as fotos, peguei as boias novamente e voltei pro barco, assim que tive a chance! 


Essas duas situações, além do entretenimento de qualidade, me mostram que a minha cabeça é meio "bugada", quando se trata do medo! A maioria das pessoas ouve tanto o medo, que paralisam ou decidem voltar para o lugar que consideram seguro. Claro que, se eu morresse afogada a quilômetros de casa, minha mãe me buscaria e me mataria! – aquele momento que a gente perde leitor, mas não perde a piada. – mas eu não pensei no medo, acho que senti depois que percebi a altura do toboágua e ao ver a profundidade da Lagoa Azul, ou seja, meu medo, muitas vezes, é inaudível.

E eu voltei a escrever para voltar a me expor ao medo do julgamento, claro, assim como para contribuir mais com as pessoas e a vida delas. Porém, só isso é suficiente? Eu tenho tanta coisa pra dividir. Tanta coisa que eu aprendi, que virou medicina em mim e que tenho certeza que pode ser bom para as outras pessoas também.

Eu tenho muitas ideias para isso, mas é hora de colocá-las em prática. É hora de devolver para o mundo, tudo aquilo que eu adquiri. É hora de servir.

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