Hobbies
Um tempo atrás, conversando com uma amiga virtual sobre hobbies, falamos que nem todos os hobbies devem ser monetizados. Ela trabalha como estrategista para produção de conteúdo de pequenas empresas no Instagram. Dependendo do seu foco, você tem um caminho a seguir.
Ela é uma pessoa muito criativa, então adora trabalhos manuais, fazendo com que alguns, além de hobbies, sejam seu "ganha pão". Então, criar estratégias de negócios, já é algo que ela faz automaticamente.
Trazendo essa conversa para cá: além de ser algo cansativo (monetizar cada hobby), isso pode acarretar você acabar perdendo o prazer de fazer algo que não tem a obrigação de ser produtivo. – hobby é uma leisure time activity, ou seja, uma atividade que você faz apenas para relaxar a mente, não é para ser "produtivo". Embora atualmente, muitos profissionais tenham começado a partir de algo que era um hobby, parece contra intuitivo fazer com que TODO os hobbies das pessoas sejam algo "profissional".
Eu não estou dizendo para você abandonar seu trabalho que veio de um hobby, ok? O ponto aqui, na verdade é... No meu caso, eu AMO o som do violão. Cresci ouvindo meu avô e meu tio tocando, cantando e o som do instrumento sempre me acalmou. O meu erro foi acreditar que eu deveria APRENDER a tocar o instrumento, pois eu amo o som. Percebe o que estou dizendo?
O fato de estar aprendendo a me escolher por inteiro me fez perceber isso: talvez eu seja muito mais a mulher da dança ou de instrumentos de percursão do que instrumentos de corda. Eu tenho as mãos "agitadas", elas parecem saber como esse texto vai ficar, antes mesmo de eu sentar em frente ao meu laptop. O violão exige domínio, contenção dos próprios dedos – eu tentei pedir ao meu avô que me ensinasse. E ele foi bastante paciente comigo e com a minha falta de destreza, rs... Quem não teve paciência para a dor, com as notas e os comentários arranhados, fui eu. haha
E o convite que eu quero te fazer com esse post é justamente este: o que será que você ama, mas está de alguma forma se torturando ou se martirizando para fazer, mesmo sabendo, no íntimo, que não precisa?
Sim, é mais fácil ter acesso a um violão, por exemplo. Sim, é um instrumento bonito e com um som gostoso. Para quem sabe. Assim como o piano. E eles pedem muito treino (assim como aprender um novo idioma, é claro). Mas, se eu quisesse ir para um país, que quase não se fala inglês, e insistisse em aprender o idioma, eu saberia que aquilo é perca de tempo, então me redirecionaria para a língua mais coerente, não é? No caso do idioma, a gente ainda consegue usar um tradutor, chamar um intérprete, usar gestos ou línguas de sinais e por aí vai.
Mas música, para mim, é expressão da alma. E eu percebi que, a minha, quer tocar em outro ritmo.
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